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Desafio do mundo sindical é fazer a disputa na era digital

4 Conferência Nacional da CUT discute estratégias de luta e como as novas tecnologias influenciaram nas eleições de 2019, por Walber Pinto

No terceiro dia de ciclo de debates da 4 Conferência Nacional de Formação da CUT, nesta quarta-feira (29), os debatedores da mesa “Defesa dos Direitos, da Democracia e do Socialismo na Disputa Cultural da Narrativa” pautaram as mudanças que as novas tecnologias trazem para a nova forma de fazer política.

Com o uso cada vez mais de aplicativos de entregas, como o Uber e IFood, este novo modelo de trabalho se tornou um desafio para o mundo sindical criar estratégia de disputa digital.

“Isso vai exigir da gente um novo processo de fazer política. A estrutura sindical tem que ser digitalizada. Organizar núcleos de WhatsApp, núcleos políticos, criar canais no YouTube e divulgar para a lista de amigos”, defendeu o jornalista e editor da Revista Fórum, Renato Rovai.

Segundo ele, a esquerda e o movimento sindical precisam se apropriar cada vez mais da era digital. “O espaço físico tem que ser disputado, mas a partir de uma estratégia de rede. Tenho chamado isso de eco-sistema cultural e social porque está mudando a vida das pessoas”.

ERA BOLSONARO

Para o secretário nacional de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, as novas tecnologias ainda são novidades para o movimento sindical, entretanto é preciso compreender o seu papel.

 “O sindicalista acha que as ferramentas tecnológicas estão distantes e não está”, afirmou Roni. “O fato de Bolsonaro ser o presidente se deve as tecnologias e o movimento sindical tem que debater isso”, apontou o dirigente.

Renato Rovai também concordou com a avaliação. “Não tenho dúvida que Bolsonaro foi eleito com a internet porque uma pessoa que não tinha partido, não ia aos debates e não tinha tempo de TV, construiu sua base social. É claro que tem o fator da facada que o vitimizou”.

Para Marcelo Claro, especialista em ferramentas digitais especialista em educação, falou das suas experiências no mercado tecnológico e defendeu o uso de ensino à distância para falar sobre tecnologias.  

“As tecnologias devem ser usadas a nosso favor, como as ferramentas de ensino à distância de maneira gratuita para quem precisar. Temos que participar de forma ativa, acessar e distribuir conteúdos”.