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Conferência de Formação, Comunicação e Juventude da CUT-PB elege delegados

O Sintricon, em João Pessoa, sediou a Conferência de Formação, Comunicação e Juventude da CUT-PB, realizada na última semana. Dirigentes sindicais, jovens de movimentos populares e assessores de comunicação de sindicatos e organizações ligadas a instituições democráticas de João Pessoa e de cidades do interior da Paraíba participaram do evento. Trinta diferentes sindicatos foram representados na atividade, sendo dezoito do ramo dos municipais.

Para Tião dos Santos, Secretário de Formação da CUT-PB, a participação foi intensa com grande repercussão na elaboração de propostas para a etapa nacional, bem como com o apontamento da necessidade de retomada das discussões políticas nas ruas do país. “A preocupação central dos participantes foi a reorganização de forças com as consequentes reconquistas da militância política da juventude e da capacidade de agendamento midiático das pautas dos trabalhadores no cenário nacional”, ressaltou Tião.

Três oficinas foram disponibilizadas aos participantes, que se reuniram pela afinidade com as pastas Juventude, Formação ou Comunicação. Durante as discussões de forma interdisciplinar, foram debatidos temas com base nos eixos apresentados na proposta para a Conferência Nacional: Futuro do trabalho, Luta por direitos, Transição justa e Rumo ao socialismo.

Os responsáveis pelas oficinas foram: Greg Júnior (Secretário Nacional de Comunicação da CUT) Lúcia Figueiredo (Secretária de Comunicação da CUT-PB), na oficina de Comunicação; Luiz Gervásio e Patrícia Macário (educadores populares da CUT-PB), na oficina de Juventude; Edeíldo Araújo (Coordenador Pedagógico da Escola Nordeste de Formação).

Na Oficina de Comunicação, foi reforçada a necessidade de formação contínua para o ato de comunicar com eficácia e persuasão na disputa pela hegemonia. “A comunicação é uma grande aliada da formação. Ela é conhecimento, informação e tem o seu papel de transformação. Informação é poder. Por isso a formação não pode ser desenvolvida sem a comunicação. Nesse sentido, precisamos saber como trabalhar melhor as tecnologias e mídias digitais, assim como outras ferramentas importantes de comunicação”, definiu a Secretária de Comunicação da CUT-PB, Lúcia Figueiredo.

Greg Júnior, Secretário Nacional de Comunicação, comentou sobre as problemáticas de construir uma rede de comunicação e formação permanente. “Recursos não faltam. As formas de comunicar são amplas. É preciso ter um programa de formação em comunicação contínuo”, defendeu.

Delegados eleitos para a 4ª Conferência Nacional de Formação da CUT-PB:

Eronildes Rodrigues da Silva

Senildo Henriques da Silva

Gilvandro Quirino da Silva

Sebastião José dos Santos

José Lucivaldo Torquato Cordeiro

Patrícia Macário Gomes

Carlos Tiago de Farias

Mateus Silva de Santana

Jéssica Andrade

Confira as propostas de cada oficina:

Propostas da oficina de comunicação

1. Contribuir com a formação para sanar as dificuldades relacionadas à conscientização política da classe trabalhadora (educomunicação);

2. Produzir conteúdos que despertem a capacidade crítica dos trabalhadores;

3. Capacitar sobre o uso das novas tecnologias, na inclusão digital e do domínio de técnica como uma ferramenta para formação política;

4. Constituir uma rede de formação estadual de comunicação da CUT, através dos macro-setores (consórcio);

5. Fazer diagnóstico sobre a estrutura de comunicação de acordo com o público;

6. Fazer pesquisa para conhecer o perfil das necessidades da base;

7. Elaborar projeto de formação em comunicação;

8. Criar grupos de formadores em comunicação.

Propostas da oficina de formação

1. Reverter o projeto liberal em curso e liberdade de Lula;

2. Formação continuada de dirigentes;

3. Descentralizar as atividades de formação;

4. Criar grupos de leitura de aprofundamento na base;

5. Formar e renovar os quadros dos dirigentes;

6. Adequar às diversas formas de comunicação.

Propostas da oficina de juventude

1. Reformular os estatutos das entidades dos sindicatos cutistas para inserção dos jovens nas direções executivas;

2. Formação para a juventude pensando nas identidades de raças, etnias, sexualidade, classes, jovens com deficiência, religiosos e indígenas;

3. Recursos financeiros para custear as secretarias de juventude;

4. Criação de uma plataforma digital para disponibilizar formação sindical para a juventude;

5. A juventude deve ter representação nas coordenações das políticas pedagógicas vinculadas ao setor de formação da CUT;

6. Incentivar e envolver os jovens no trabalho de base dos sindicatos favorecendo a formação política e sindical;

7. Construir eventos, festivais, etc., que envolvam a juventude trabalhadora formalizada ou não.

*Matéria publicada originalmente no site da CUT PB